VOU GUARDANDO TUDO QUE ENCONTRO

É BOM PODER ACHAR E GUARDAR TANTA

COISA INTERESSANTE QUE VEMOS NA

INTERNET























































segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Uma mensagem de natal ... Roupa Nova



COMO DIZ A MUSICA : NATAL TODO DIA!!!!!

PORQUE SÓ NO NATAL ESSE "ESPÍRITO NATALINO"?

NATAL É TODO DIA, POIS SENDO NATAL TODO DIA, JESUS NASCE DIARIAMENTE PARA QUEM AGE ASSIM.

AJUDAR AO PROXIMO, DESEJAR BONS VOTOS AO PRÓXIMO, QUERER BEM AO PRÓXIMO!!!

REUNIR A FAMILIA.....

ISSO DEVE SER TODO DIA!!!!!

Então é Natal ! John Lennon - Legendado



PARA QUEM PREFERE A MUSICA ORIGINAL.......AÍ VAI!!!!!!

MENSAGEM DE NATAL ( ENTAO É NATAL ( NA VOZ DE PADRE MARCELO ROSSI)



DESEJO A TODOS UM FELIZ NATAL, QUE JESUS RENASÇA NO CORAÇÃO DE CADA UM, PARA QUE SE TENHA O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL.
ESPERO QUE O NATAL DE CADA UM NÃO SEJA APENAS UMA TROCA DE PRESENTES, MAS UMA TROCA DE BONS SENTIMENTOS E BONS VOTOS AO PROXIMO.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Impossivel não se emocionar!

O Rei Leão - O Ciclo da Vida (Disney)



LUCI FILHA

DESDE O DIA EM QUE AO MUNDO CHEGAMOS CAMINHAMOS AO RUMO DO SOL.

HÁ MAIS COISAS PRÁ VER, MAIS QUE A IMAGINAÇÃO.

MUITO MAIS QUE O TEMPO PERMITIR

E SÃO TANTOS CAMINHOS PRÁ SE SEGUIR E LUGARES PRÁ SE DESCOBRIR

E O SOL A GIRAR SOB O AZUL DESSE CÉU NOS MANTÉM NESSE RIO A FLUIR

É O CICLO SEM FIM QUE NOS GUIARÁ

A DOR E A EMOÇÃO

PELA FÉ E O AMOR

ATÉ ENCONTRAR O NOSSO CAMINHO NESSE CICLO NESSE CICLO SEM FIM.

MINHA PRINCESINHA, VC É MAIS LINDA QUE A KIARA

O Rei Leão 2 - Somos Um




GUSTAVO MEU FILHO -
VOCÊ DEVE COMPREENDER QUE NEM TUDO VAI SER, SÓ DIVERSÃO!
POIS UM DIA MEU AMOR A TRISTEZA E A DOR TAMBÉM VIRÃO.
MAS NÓS VAMOS FICAR JUNTOS EM TODO LUGAR QUANDO NÃO HÁ CAMINHO ALGUM
VOCÊ VAI CONSEGUIR
E ENTÃO VAMOS  DESCOBRIR...
SOMOS MAIS DO QUE MIL, SOMOS UM!!!!

SE HÁ TANTO PRA APRENDER, SÓ QUERIA VIVER COMO EU SOU!
SIGO O MEU CORAÇÃO OU ESCUTO A RAZÃO PRÁ ONDE FOR?

MESMO QUEM JÁ MORREU,  QUEM VOCÊ NEM CONHECEU
NOS SEGUE , POIS NÓS SOMOS UM.
NA ALEGRIA OU NA DOR NOSSA FORÇA É O AMOR
É SÓ VER PARA CRER SOMOS 1

NUMA SÓ DIREÇÃO, TEMOS UM SÓ CORAÇÃO!
NÃO TEMOS MAIS MEDO ALGUM
VOCÊ VAI CONSEGUIR A CORAGEM PRÁ SEGUIR
ENTÃO VAI DESCOBRIR,
SOMOS 1.

É ISSO FILHO ESTAREMOS JUNTOS SEMPRE!
SOMOS UMA FAMÍLIA!!!!

o leao dorme esta noite

A Bela e a Fera- Saulo Vasconcelos




COMO EU GOSTARIA DE VER ESSA PEÇA.

BEM QUE PODERIA SER MONTADA DE NOVO!!!!

QUEM SABE O SAULO SE ANIMA!

GARANTO QUE NÃO VAI TER 1 LUGAR VAZIO NA PLATÉIA!!!!!

Saulo e Kiara - O Fantasma da Ópera (Montagem)





BELA MONTAGEM COM A VOZ DO SAULO , MAS AS IMAGENS NÃO SÃO DELE

Música da Escuridão - O Fantasma da Ópera - Saulo Vasconcelos





ELE É LINDO A MUSICA É MARAVILHOSA, NA VOZ DELE FICA MAIS LINDO AINDA!!!!!

QUEM ASSISTIU AO VIVO NÃO ESQUECE NUNCA MAIS. NUNCA MAIS NUNCA MAIS.

É LINDO DEMAIS

TODO MUNDO DEVERIA ASSISTIR ESSA PEÇA, MAS É CLARO QUE SÓ VALE SE FOR COM O SAULO!!!!!!

The Phantom of the Opera - Brazil - Saulo Vasconcelos (final performance)

Sarah Brightman & Antonio Banderas - The Phantom Of The Oper

domingo, 28 de novembro de 2010

ONDAS CONGELADAS

                                                           É LINDÍSSIMO, MAS EU NÃO IRIA NUM LUGAR DESSES. GOSTO DE PISAR EM TERRA FIRME. TERRENO SÓLIDO E MESMO ASSIM PODE TER PERIGOS........ É LINDO VALE A PENA VER, MAS SÓ NO VÍDEO. JÁ PENSOU SE COMEÇA A DERRETER?????????????????????????????

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tim Maia

Eu gosto das musicas do Tim Maia.
Cantor polemico da MPB, assisti o programa dedicado à ele, na rede globo há alguns anos atrás, e adorei saber da história de vida dele.Outro dia achei no you tube esse programa divido em partes então quis ter para mim as partes que eu julgo ser as melhores.
Tim Maia era polemico mas era bom. Era louco mas tinha coração bom...posso estar enganada, pois não o conheci pessoalmente, mas é o que penso!!!
Acho uma judiação ter morrido tão cedo. Pena ter usado tanta droga.Era um genio da MPB, hoje já não temos mais compositores como ele aqui no Brasil.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Por Toda a Minha Vida - Tim Maia - Parte 4

Por Toda a Minha Vida - Tim Maia - Parte 3

Tim Maia - Primavera

Pede a Ela - Tim Maia

TIM MAIA - LEVA

Tim Maia - Primavera (Vai Chuva)



PARA MIM É O MAIOR E MELHOR CANTOR DE SEMPRE!!!!AFINADÍSSIMO

Marisa Monte - Ontem ao Luar

A FLOR DO MARACUJÁ CATULO DA PAIXÃO CEARENSE

                                                           CATULO DA PAIXÃO CEARENSE  - VÔ TIÃO GOSTAVA MUITO DESSE POETA. UM DIA PEDIU PARA A MINHA IRMÃ TOCAR UMA MUSICA DELE, E ELA NEM SABIA DO QUE SE TRATAVA(ELA TINHA UNS 12 ANOS E TOCAVA PIANO), ACHOU QUE FOSSE UMA MUSICA MUITO FEIA!!!!SÓ DEPOIS DE ALGUNS ANOS QUE CONHECEU SUAS OBRAS E SE ENCANTOU. VIU QUE NÃO TINHA NADA DE FEIO, APENAS O NOME DELE QUE ERA ESQUISITO.
PARA NÃO COMETERMOS ESSE MESMO ERRO VAMOS SABER QUEM FOI CATULO DA PAIXÃO CEARENSE:
Poeta brasileiro nascido em São Luís, Estado do Maranhão, cujas letras exprimiram a ingenuidade e pureza do caboclo, cativando a sensibilidade do povo, pioneiro do Nordeste a ter uma letra sua gravada em disco. Filho do ourives Amâncio José da Paixão Cearense e de Maria Celestina Braga, aos dez anos mudou-se com os pais, para a fazenda dos avós paternos, no sertão cearense. Assim passou parte da infância no sertão do Ceará e ainda jovem transferiu-se para o Rio de Janeiro (1880), onde se tornou conhecido como seresteiro. Escreveu letras para modinhas, choros e canções de autores célebres da época, como Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazaré. Sua letra mais famosa foi para Luar do sertão, modinha de João Teixeira Guimarães, o João Pernambuco, que se tornaria um clássico da música popular. Entrou definitivamente para os anais da música brasileira ao trazer o violão das rodas de seresteiros para os conservatórios de música (1908), quando a convite do Maestro Alberto Nepomuceno, fez um recital de violão no templo da música erudita de tradição européia no Brasil e foi aplaudido de pé. Entre seus livros de poemas, cabe citar Meu Sertão (1918), Sertão em flor (1919), Mata iluminada (1928) e Alma do sertão (1928). Outras canções suas de sucesso foram Ontem ao luar e Tu passaste por este jardim e sua obra musical foi reunida numa coletânea publicada para violão solo (1963). Morreu empobrecido em Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, mas seu cancioneiro levou Mário de Andrade a classificar o autor como o maior criador de imagens da poesia brasileira.
TEXTO RETIRADO DO SITE DE BIOGRAFIAS - NETSABER

A Lista - Oswaldo Montenegro

sábado, 6 de novembro de 2010

japones tenta tomar um sorvete em istambul.wmv

VAI UM SORVETINHO  AÍ?????DESSES AÍ ATÉ DESANIMA........JÁ PENSOU A DEMORA?????MAS O CARA É FERA,HEIM???

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Carminho /**Senhora da Nazaré**/

Boldrin - Homem Não Chora

Romance das caveiras

TAMBÉM NA CASA DO MEU AVÔ EU MINHAS PRIMAS ESCUTÁVAMOS ESSA MÚSICA AO MESMO TEMPO SENTÍAMOS MEDO E DAVAMOS RISADAS, ACHO QUE RIAMOS DE MEDO!!!! A GENTE TINHA6 OU 7  ANOS MAIS OU MENOS, ERA MUITO BOM

Rolando Boldrin - Pitoco

ESSE POEMA ERA UM DOS PREFERIDOS DO MEU AVÔ LOURIVAL, TODA VEZ QUE EU ESTAVA LÁ, NA CASA DELE, ELE ME CHAMAVA "MALÍCA" VEM CÁ OUVI UMA COISA....(EU JÁ TINHA OUVIDO 500 VEZES) AS VEZES ACHAVA CHATO, MAS HOJE TENHO UMA SAUDADE DE OUVIR ELE ME CHAMAR PRÁ OUVIR A POESIA.......ELE PEGAVA O DISCO DE VINIL E ME PERGUNTAVA:    -OCÊ CONHECE ELE? ROLANDO BOLBRIN ...É UMA BILEZA(COM "I" MESMO)COITADINHO DO CACHORRINHO, QUÉ VÊ O QUE VAI ACONTECÊ?E PUNHA O DISCO PRÁ RODAR.....QUE TEMPO BOM QUE ÍA NA CASA DO MEU AVÔ!!!!!!

sábado, 18 de setembro de 2010

Bebados a dançar

MULA TRABALHANDO...7

CROCHE - PONTO SEGREDO - SEM ÁUDIO

IMAGINAÇÃO.....TUDO É IMAGINAÇÃO POIS IMAGINAMOS E AGIMOS....IMAGEM E AÇÃO, A IMAGINAÇÃO E´UM BRINQUEDO QUE TEMOS A VIDA INTEIRA E NINGUÉM PODE TIRAR.QUANDO VAMOS DE CASTIGO, TEMOS A IMAGINAÇÃO PARA BRINCAR....QUANDO ESTAMOS INSATISFEITOS TEMOS A IMAGINAÇÃO PARA SATISFAZER ... QUANDO NÃO TEMOS MAIS O QUE PENSAR.......TEMOS A IMAGINAÇÃO!!!!!
RUBEN ALVES É CLARO EM DEFINIR IMAGINAÇÃO NAS SUAS CONVERSAS:


Estórias à beira do fogão... (Ruben Alves)
Minhas netas: Olhem ao redor de vocês. Que coisas vocês estão vendo? As coisas que vocês estão vendo existem. Estão lá. Mas nós temos olhos que vêem coisas que não estão lá. Mesmo coisas que não existem. São os olhos da imaginação. Por exemplo: se eu escrever a palavra "unicórnio", vocês vão ver, na sua imaginação, um cavalo com um chifre na testa. Ora, cavalos com chifre na testa não existem na realidade. Cavalos reais não têm chifre. Mas, na imaginação, eles existem. E eu posso, então, inventar uma estória de uma princesa que cavalgava um unicórnio! Não é fascinante isso? Na imaginação tudo é possível! Cavalos com asas, vacas azuis, elefantes cor de rosa com bolinhas roxas, abóboras que viram carruagens, ratos que falam... Nós, crianças, homens e mulheres, somos capazes de viver no mundo das coisas que não existem. E é aí que se encontra o poder mágico dos livros: eles nos transportam para o mundo das coisas que não existem e nós vivemos estas coisas como se elas existissem. Vocês não se emocionaram lendo a estória do Harry Potter? E não choraram lendo a estória do amor triste de Romeu e Julieta? E não vibraram com as aventuras do Bastian Baltazar Bux e do Atreiu, do livro História sem fim? Pois eu quero levar vocês a visitar o mundo encantado da imaginação que havia lá na roça onde vivi quando criança...
Era uma vez uma casinha de paredes brancas, com portas e janelas azuis, sozinha no meio do campo. Sozinha, nenhuma outra por perto, como a casinha da estória do João e Maria. Solitária, no meio dos pastos verdes, pastos que terminavam numa floresta, lá no fundo. Da chaminé da casinha saía fumaça. A fumaça que sai pela chaminé nos conta que, lá dentro, há um fogão de lenha aceso. E se há um fogão aceso é porque alguém está fazendo comida. O sol está descendo, e já está próximo do horizonte. É o fim da tarde. Os homens que trabalhavam no campo com enxadas, foices e machados, estão voltando para casa. Estão cansados, suados e sujos. Suas mãos são grossas, duras, cheias de calos. Os pássaros pararam de voar. Também eles estão voltando para suas casas. Menos as andorinhas, que gostam de revoar no final da tarde. No fundo da mata um sabiá canta seu canto triste. Vocês já ouviram o canto de um sabiá, no fim da tarde? É tão bonito! As vacas deixaram os pastos e estão no curral. De vez em quando uma delas solta um mugido grosso e comprido. E as galinhas que passaram o dia ciscando a terra à procura de bichinhos pararam de ciscar. Também elas voltaram para o galinheiro. E os galos não cantam mais. Galos e galinhas espicham os seus pescoços na direção dos poleiros ou galhos de árvores, acho que para medir a distância do vôo que terão de voar para se empoleirar. O poleiro alto é garantia de estarem a salvo, longe dos bichos que procuram comida durante a noite. Menos as galinhas chocas, que continuam deitadas nos seus ninhos. Por 21 dias elas chocarão seus ovos, até que deles saiam os pintinhos. Se algum gambá aparecer, era uma vez uma galinha choca...
Em casa os homens lavam as mãos, os braços, os pés. Antigamente era assim. Não havia chuveiros com água quente para o banho. Banho era coisa rara. E há mesmo, na Bíblia, a estória de Jesus, que lavou os pés dos seus discípulos. E até o Papa, uma vez por ano, lava os pés de alguns fiéis. Limpos, chegou a hora de comer. Há o cheiro bom da lenha que queima. Sopa de abóbora, feijão, arroz, costelinha de porco, abobrinha refogada. É preciso comer enquanto o sol não se põe, enquanto há claridade. Porque depois que o sol se esconder atrás das montanhas, tudo ficará escuro. Não há luz elétrica. Só a luz das lamparinas, com seu cheiro fedido de querosene. Todos comidos, café na canequinha de lata, lá fora já é noite, escuridão, lua, estrelas, vaga-lumes. É a hora quando os bichos da noite saem para fora: as corujas, os morcegos, os curiangos. Na escuridão, os olhos não vendo nada, a imaginação começa a ver coisas. Coisas que dão medo. Cada pio de coruja, cada barulho de árvore sacudida pelo vento, cada estalo de bambu é um susto. Na escuridão a imaginação começa a ver monstros. É por isso que o escuro dá medo. O escuro lhe dá medo? Quando você acorda no meio da noite e não consegue dormir... Sem luz, sem rádio, sem televisão, é preciso fazer alguma coisa com o vazio da noite. Vocês se lembram? Já escrevi sobre o vazio. É preciso fazer alguma coisa com ele, para a gente se tranquilizar. Quem está com medo não quer ficar sozinho. Todo mundo se reunia na cozinha.
A cozinha era o melhor lugar. Todos se assentavam à roda do fogão. Como as chamas do fogo da lenha dançam sem parar, as sombras que elas projetam nas paredes também dançam sem parar. Era então que os adultos começavam a contar casos. Contavam casos de onças, de cobras enormes, de macacos que roubavam crianças, de crianças perdidas dentro da mata escura... E havia também as estórias do lobisomem, da mula-sem-cabeça que soltava fogo pelas ventas, do saci, de almas do outro mundo... O lobisomem, o nome está dizendo, era um homem que, nas noites de lua cheia, se transformava em lobo. Contavam de uma mulher com o filhinho no colo e que foi atacada por um lobisomem. Ela subiu numa árvore para se defender, mas o lobisomem saltava e abocanhava a ponta do cobertor que cobria o nenezinho. Quando a madrugada foi chegando o lobisomem se foi e ela pôde voltar para casa. Mas qual não foi o seu susto ao ver que havia fiapos de cobertor nos dentes do seu carinhoso marido... E se contavam estórias de almas do outro mundo, espíritos dos mortos que voltavam para pôr medo nos vivos. Razão por que, naqueles tempos, todo mundo tinha medo de passar perto dos cemitérios tarde da noite. Pois era ali que as almas do outro mundo ficavam à espreita... Se vocês acham que isso é bobeira, eu digo que não é não. Pois é justo isso que fazem os filmes e a televisão. Naquele tempo não era preciso ir ao cinema e ligar a televisão. Porque cada um tinha cinema e televisão dentro da sua imaginação.
Foi assim que surgiram muitas das estórias infantis que hoje estão escritas em livros. A princípio não estavam escritas; eram só contadas, certamente à noite, ao redor do fogo. Se as estórias eram boas aqueles que as ouviam as aprendiam e, numa outra roda, quando chegasse a sua vez, eles contavam as estórias que tinham ouvido. Assim as estórias iam andando pelo mundo, de boca em boca, seguindo a regra de que "quem conta um conto aumenta um ponto". Jesus foi um grande contador de estórias. As estórias que ele contava têm o nome de parábolas. Mas ele mesmo nunca escreveu nenhuma. Por muitos anos elas foram passadas adiante por aqueles que as haviam ouvido. Esse passar de uma estória de boca em boca tem o nome de "tradição oral". Até que alguém, com medo de que elas se perdessem, resolveu escrevê-las. A gente escreve algo para que aquilo não seja esquecido, porque julgamos digno de ser preservado. Quando eu era menino gostava de ler estórias que estavam escritas num livro Contos de Grimm. Grimm era o sobrenome de dois irmãos que se puseram a colecionar e escrever estórias que andavam de boca em boca, há vários séculos. Quando as estórias saem do "de boca em boca" e são escritas, elas se transformam em literatura.
O encanto da literatura está nisso: ela nos tira do mundo das coisas reais e nos faz entrar no mundo da fantasia. Eu posso viver num lugarzinho apertado e sem interesse. Mas se tomo um livro, eu viajo para espaços longínquos e tempos distantes, no passado ou no futuro. O escritor Isaac Asimov escreveu estórias fantásticas a acontecer daqui a 1.000 anos... E o escritor Júlio Verne fez uma viagem à lua muitos anos antes que houvesse aviões e foguetes. A literatura, assim, tem o poder mágico de abolir o espaço e o tempo. Na imaginação tudo é possível.
Na roça os livros eram raros, não havia dinheiro para comprá-los. Mas o meu pai, que tinha sido rico antes de ser pobre, guardou uma coleção de livros chamada Biblioteca Internacional de Obras Célebres. Eram livros grossos, as capas escritas com letras douradas. Eu não sabia ler, mas meu pai me contava a estória do Robinson Crusoé, mostrando-me a figura do Robinson Crusoé, naufragado e sozinho numa ilha deserta, caminhando pela praia, horrorizado diante das marcas de um pé diferente na areia... Você já leu a estória do Robinson Crusoé? Pois trate de ler!
Mas de todas as estórias a de que eu mais gostava era a do Jeca Tatuzinho. Sem saber ler, eu a sabia de cor. Jeca Tatu era um pobre caboclo que vivia numa casinha de sapé... Doente, cheio de lombrigas, andando sempre descalço, ele não tinha ânimo para nada. Mas depois que tomou os remédios, se livrou das doenças, pôs as lombrigas para fora e passou a usar sapatos, ele ficou um espanto de força, disposição e coragem. Na fazenda dele até os bichos passaram a usar botina. Mas a cena de que eu mais gostava era quando, indo pelo meio do mato, ele se encontrou com duas onças. Ele não teve medo. Deu murro na cara da onça dizendo: "Conheceu, papuda!" Pois diz a estória que as onças estão correndo até hoje...


QUEM NÃO IMAGINOU PELO MENOS O UNICORNIO....VAI CONFESSA, TENHO CERTEZA QUE IMAGINARAM MUITO MAIS....A CASINHA.....A ONÇA......E MUITO MAIS MUITO MAIS ALÉM DA NOSSA IMAGINAÇÃO!!!!!!   (teve gente que até sentiu o cheiro do querosene....quem conhece , é claro!!)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nesse blog guardarei as coisas que acho interessantes na internet.....sempre acho alguma coisa legal,não sei como guardar, então resolvi montar esse blog.